Como estruturar KPIs e KRIs de compliance para apresentar ao C-Level.

Governança

Como estruturar KPIs e KRIs de compliance para apresentar ao C-Level.

Entender o que medir é o primeiro passo para sair da reunião com orçamento aprovado.

Você já viveu essa situação?

Imagine que você tem uma reunião importante marcada. Você se preparou bem, reunindo todos os relatórios de treinamento, registros de auditoria, políticas revisadas e evidências de controle que precisava.

Apresentou tudo com cuidado e atenção. No entanto, no final da reunião, alguém do board perguntou:

“Mas o que o compliance realmente entrega de valor para a nossa empresa?”

Essa pergunta é um desafio para muitos profissionais de conformidade. O programa de compliance está em funcionamento, os controles estão em vigor, as atividades estão documentadas. O problema é que os indicadores não mostram o valor que o compliance traz para a empresa. Eles apenas mostram o que o compliance faz, mas não falam a “linguagem” que os decisores entendem.

Por que os relatórios tradicionais não convencem o C-Level

O C-Level não se preocupa com a conformidade em si. O que realmente importa para ele são os riscos, os custos e os resultados finais.

Imagine que você apresenta um relatório mostrando quantos treinamentos foram realizados ou quantas políticas foram atualizadas. Isso só demonstra o quanto você está se esforçando. No entanto, o esforço por si só não é suficiente para justificar um orçamento.

O que realmente justifica o orçamento é mostrar de forma clara que o compliance está protegendo a empresa de algo concreto. Para fazer isso, você precisa trabalhar com dois tipos importantes de indicadores: os KPIs, que medem o desempenho, e os KRIs, que medem os riscos. Esses indicadores ajudam a traduzir o compliance em termos que o C-Level pode entender e valorizar.

O que é KPI e o que é KRI

Muitas pessoas usam esses dois termos como se fossem a mesma coisa, mas não são.

KPI: Key Performance Indicator

Ele mede como o programa de compliance está indo. Responde à pergunta: estamos fazendo as coisas certas?

Aqui estão alguns exemplos:

  • Percentual de treinamentos concluídos no prazo certo
  • Tempo médio que levamos para responder a incidentes
  • Percentual de fornecedores que passaram pela due diligence
  • Taxa de conformidade nas auditorias internas

KRI: Key Risk Indicator

Ele mede os riscos que a empresa pode correr. Responde à pergunta: o que pode dar errado?

Aqui estão alguns exemplos:

  • Número de denúncias abertas que ainda não foram resolvidas
  • Fornecedores de alto risco que não foram reavaliados recentemente
  • Pendências regulatórias que estão atrasadas
  • Taxa de reincidência em desvios de conduta

A grande diferença entre os dois é que o KPI mostra se o programa está funcionando bem. Já o KRI mostra se a empresa está protegida contra riscos. Para os executivos de alto nível, o KRI costuma ser mais importante.

Como apresentar os indicadores ao board

Ter os indicadores certos não é o suficiente. A maneira como você apresenta esses indicadores é fundamental para que eles possam gerar decisões informadas em vez de causar confusão.

Agrupe os indicadores por categoria de risco. Em vez de listar vinte números diferentes, organize os indicadores em grupos específicos, como risco regulatório, risco de terceiros, risco de conduta e risco operacional. Isso ajuda os membros do C-Level a identificar rapidamente onde a atenção é necessária.

Mostre a tendência, não apenas o número atual. Um indicador isolado não conta a história completa. A comparação com os números dos últimos meses revela se o programa está evoluindo ou se algum risco está crescendo.

Não omita os indicadores ruins. Se um indicador piorou, é importante trazer o dado junto com um plano de ação. Esconder problemas pode destruir a credibilidade do programa. Por outro lado, trazer os problemas junto com soluções propostas demonstra maturidade e comprometimento com a melhoria contínua.

Conclusão

Os indicadores de desempenho, conhecidos como KPIs, mostram que o programa está funcionando conforme o planejado. Já os indicadores de risco, ou KRIs, demonstram que a empresa está protegida contra possíveis ameaças. Quando esses dois indicadores são utilizados juntos, eles têm o poder de transformar a conformidade em uma linguagem que é fácil de entender para os negócios – e isso torna o orçamento muito mais fácil de justificar.

O próximo passo é garantir que esses indicadores sejam gerados de forma automática e contínua, sem que haja a necessidade de depender de planilhas ou de alguém se lembrar de atualizar manualmente. Isso é importante para manter a precisão e a eficiência dos dados.

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A pergunta que deve ser feita não é se vale a pena investir na automação de compliance. É quanto tempo a empresa ainda pode continuar sem adotar essa solução antes que os custos se tornem insustentáveis.

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